don't cry for me, Argentina, the truth is I never left you
VOLTEI.
VOLTEI.
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Luciano
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17:29
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pequenas observações, já que estou viajando amanhã:
1. Esse blog nunca fez posts, apenas EXCLUSIVAS. tudo para o mundo inteiro, e inédito, e com amor e paz, sempre.
2. Aos comentadores inibidos, o maravilhoso blogger (TE AMO, BLOGGER) possui um refinado sistema de comentários que me permite receber comentários via email. Quer dizer, mesmo se for um post antigo e empoeirado, sempre receberei por email o comentário. Por isso, não se acanhem. Recordar é viver.
3. Estou enfrentando uns problemas com minha bagagem. Mas vai dar tudo certo, não se preocupem.
4. Não existe maneira mais elegante de questionar a qualidade de algo que inserí-lo na área do "entretenimento". Porque, claro, todos gostamos de nos entreter, e está bem claro, na própria palavra, que é algo distinto da cultura-de-topo. Assim, imaginemos um jantar em que alguém fala "Gosto de Carlos Gardel como entretenimento." Não há por que se ofender com tal comentário, já que, qual o problema com o entretenimento? e isso vale para qualquer um, independente de sua afinidade com Carlos Gardel, por mais que goste de sua música (como eu gosto, por exemplo - mas eu não tenho nada a ver com isso, eu nunca disse isso em nenhum jantar, sequer pensei a respeito).
Mas isso é bem rápido. A pessoa, num instante, vai se dar conta da polêmica do questionamento e depois voltará ao próprio mundo. A bagunça é rápida, mas existiu.
5. Que tipo de gente tatua "amor" no peito?
6. Hoje, enquanto abastecia gasolina, vi um rapaz desses da minha idade entrando no posto a sabe deus quantos km por hora. Ouvia forró ou algo assim com os vidros abertos, querendo que todas as pessoas no posto o olhassem. Por um segundo, desejei que um elefante caísse sobre a sua cabeça, depois lembrei de alguns contentamentos, e de que estaria em um avião amanhã, agradeci ao frentista e saí. Fiquei quase feliz por aquele rapaz, mas meu senso de higiene não me permitiu ir até lá e dar um beijo em sua cabeça.
7. Eu já disse que comprarei um par de sapatos de tango?
8. Arrependo-me de não ter uma cópia de Os Peãs pra mim. Se tivesse, colocaria alguns trechos do País de Mourões agora, ou então um trecho do No Rastro de Apolo sobre uma moça ou menina que valorizava os ritos. Marta, Luana, não lembro seu nome. Como não tenho o livro aqui, vou postar um pedacinho de Rocky Raccoon, dos Beatles:
Now the doctor came in stinking of gin
And proceeded to lie on the table
He said 'Rocky, you met your match'
And Rocky said 'Doc, it's only a scratch
And I'll be better, I'll be better, doc, as soon as I am able'
Ok, ok, that's all, folks. Boa viagem pra mim. ^^
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Luciano
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00:52
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eu deveria ter a decência de, 1 vez por semana, ler A Casa de Astérion. eu me deitaria na minha cama e o leria. ensaiaria todas as reações que tive da primeira vez em que o li, e então o fim:
O sol da manhã reverberou na espada de bronze. Já não restava um só vestígio de sangue.
- Será que acreditarás, Ariadne? - disse Teseu. - O minotauro mal chegou a se defender.
tudo isso pra dizer que, é, buenos aires. comprarei um par de sapatos de tango, um lenço argentino e chaveiros.
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Luciano
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00:33
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um dos pontos curiosos de escrever em um blog é a inevitável (e, muitas vezes, indestrutível!) imagem que é formada pelos leitores. quem me ver por aí vai lembrar de quando eu falei de sombreros, de alguma opinião propositadamente exagerada, das vezes que citei oscar wilde - é possível que me procurem em oscar wilde (ehr), então a solidificar essa imagem que eu mesmo projetei. eu poderia me preocupar com o fato de que, compartilhando meus heróis e assinalando algumas linhas, eu estaria por demais exposto, por demais sincero, mas não. digo, porque não acontece - teria como acontecer, por mais que eu me esforçasse? enquanto isso, continuo aqui, sentado ao computador, tecendo fio por fio, por detrás de máscaras venezianas.
é possível que existam três formas de pensar: a primeira delas seria pela abstração, pela generalização, pela supressão dos pormenores em prol de grandes equações, característica, talvez, da filosofia; a segunda seria o oposto, a retenção e fixação em detalhes, em cada efeito, cada cor, claramente pertencente à literatura. (que existem pessoas que gostam de literatura "pensada" de forma filosófica, e vice-versa, é inevitável, mas não é disso que quero falar.) além disso, tenho de modo muito claro pra mim que os deuses contêm as duas formas, quem sabe ao mesmo tempo.
a terceira é só um desdobramento - para alguns, inseparável - da segunda: pela ficção. não basta se fixar nos detalhes; é preciso construí-los, ficcionalizá-los. para isso, temos um leque de caminhos, dos mais diversos materiais e ferramentas. daí, então, basta dizer Olá.
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Luciano
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18:33
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mitificar, desmitificar - ou melhor, assumir um mundo alheio como conhecido - é um processo normal; assim como o seu inverso, o de mitificar a partir daquilo que todos têm por o mundo. acontece mais rapidamente de acordo com a perspicácia de cada um, é verdade, mas acontece em algum grau com todo mundo. em outras palavras, quanto maior a agudeza do espírito, tão mais fácil enjoar, refazer. daí não podermos nunca desistir da peripécia, achar um novo caminho, um novo evento, uma nova princesa a ser salva, invocar sempre novos summons, para, no fim dos extras, subir em cima de um chocobo e se perder entre as árvores da Macalania Woods.
às vezes achamos um moogle e podemos simplesmente clicar em start e nos salvar. às vezes estamos sem pontos de Magic Power e acabamos quase mortos por alguma dessas bestas com asas que caminham pelo deserto, mas graças a uma poção de Ether, recuperamo-nos e ganhamos a partida, ou ainda podemos fugir da batalha.
às vezes damos de cara com um game over, e daí temos duas opções: respirar, olhar pra tudo o que foi feito e se conformar; ou voltar ao último save point, e recomeçar.
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Luciano
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17:53
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White pontiff of truth,
Crystalline voice in which God's icy breath dwells,
Angry magician,
Under whose flaming coat the armor of the warrior rattles.
(Trakl)
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Luciano
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21:48
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1) não existe modo mais fracassado de iniciar uma argumentação que "eu faço tudo por...". você faz tudo, não adianta, não vai ceder. todas as vezes que você pensar em falar que faz tudo por algo ou alguém, não fale, pois, não falando, pode ser que ainda dê certo.
2) todas as vezes que eu ouço alguém falando "ah, fulaninho é muito inteligente, mas não pode se esquecer do lado espiritual" enquanto bebe um gole de cerveja e procura a bola de futebol no armário, tenho vontade de afundar minhas duas mãos na garganta do indivíduo até que ele perca a consciência e caia.
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Luciano
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13:06
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só temos, quando muito, uma única chance pra ler um livro na vida. dependendo da alma, duas. se a qualidade do livro for duvidosa, talvez umas três. pessoas que gostam de comprar 10 livros de uma vez acabam se acostumando que só vão ler uns 5 ou 6 e depois vão comprar 4 outros. os 4 não lidos da compra antiga estão mortos. não que você não possa tentar, mas muito provavelmente não vai conseguir. aquelas letras vão todas fazer um sentido bobo ou nenhum sentido. se você quer escrever sobre determinado assunto de uma determinada forma, também só há 1 ou 2 chances ao longo da vida, e ela se esvai na hora em que você cai pro lado e dorme. aparentemente, então, não há muito o que ser feito, o que ser coordenado.
se uma pessoa dedica cinqüenta anos à literatura, é possível que o sentido de tudo isso só tenha se dado uma vez, e bem no comecinho. é possível que ela saiba menos sobre arte que meu abajur sabe, em segredo. em termos quantitativos, é irrelevante dizer, também, que ela não conhece nada, por melhor e dedicada que seja.
mas isso não é um post sobre desesperança. quem quer que seja, há ainda a chance, dizem, de encarar a luz de frente, mesmo que não por muito tempo. uns 10, 15 segundos, por aí.
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Luciano
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19:41
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vamos supor que a vida seja um corredor em linha reta. por esse corredor, além do caminho óbvio, existem alguns tabuleiros pelo chão, e uma janela. os jogos são diversos, e estão todos espalhados pelo caminho, à disposição de quem quiser jogá-los. às vezes nos sentamos, tentamos manusear as regras de um jogo qualquer. há quem gaste toda a sua vida sentado de frente a um único tabuleiro. outros se cansam e vão avançando pelo corredor, na esperança de um jogo mais complexo, mais difícil. às vezes desistem e voltam aos mais simples. é possível, dizem, que o corredor não possua fim. muitas vezes, quando estou andando pelo corredor, vejo pessoas atracadas ao chão, sem conseguir avançar, mesmo o caminho sendo apenas um, e claro. normalmente estão presas a algum tabuleiro, concentradas. muitas vezes sou eu mesmo que estou a um tabuleiro, e então vejo outros, maiores que eu, passando pelo meu caminho. quando isso acontece, desisto de ganhar aquele movimento de peças com que gastei os últimos meses e anos e volto às andanças. desconfio que uma vez, pela janela, vi o arcanjo. sei disso porque uma vez, em sonho, o próprio me disse seu nome. já vi muitos tentarem denominá-lo. às vezes penso ser ele o último movimento comum aos tabuleiros.
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Luciano
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15:00
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lista de coisas que são sexies: 1. no último dia da disciplina, ficar bocejando no canto da sala enquanto todos lá gritando, sorrindo, pulando corda, porque não foram reprovados ou não ficaram pra prova final; 2. "procrastinar" ainda seria um verbo sexy, mas não é mais. não adianta; 3. falar "francamente" no final de uma sentença, tipo "blablabla, francamente."; 4. joaninhas;
lista de coisas que são engraçadas: 1. fotógrafos que andam orgulhosos com suas máquinas fotográficas do tamanho de suas cabeças penduradas no pescoço; 2. vendedores que usam a palavra "conceito"; 3. sushi de morango;
lista de coisas que me irritam: 1. gente que só sabe falar de política; 2. gente que fica resmungando "solidão" pra cá, "solidão" pra lá o tempo todo; 3. gente que adiciona com orgulho em sua biografia que foi estuprada.
lista de coisas que me deixam triste: 1. fotos recentes da Anita Ekberg.
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Luciano
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12:04
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acabei de descobrir que, em algum dia de 1882, Oscar Wilde e Walt Whitman se conheceram. como assim? por que o universo não explodiu? ou será que explodiu e, desde então, vivemos de caquinhos-de-universo? qual a explicação para tudo isso? onde? por quê?
ps: por outro lado, é meio difícil imaginar um encontro entre Oscar Wilde e Whitman. será que eles tomaram cappuccino light? tipo, consigo imaginar Wilde dizendo que infelizmente não toma açúcar e Whitman revidando que o universo, o sol, The bodies of men and women. Então convida Wilde para um banho de mar e olha a cara do Oscar Wilde de quem toma banho de mar, né.
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Luciano
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11:16
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assumir o gosto por algum texto de literatura é necessariamente assumir todas as afetações que aquele texto trás, e normalmente trás. por exemplo. se alguém chega pra mim dizendo que gosta de Lima Barreto, imagino logo um espírito meio marginal, meio jornalista frustrado, etc. se alguém chega pra mim dizendo que gosta de A Morte de Ivan Ilitch, imagino logo que se trata de alguém rancoro demais, barulhentinho demais, com alguma dificuldade de fazer uma dancinha no final de tudo, ou sempre tendendo pro lado do "o mundo e as pessoas são terríveis!", esse papinho provavelmente fruto de algum mimo que não foi concedido. muitas vezes, nem sabemos ainda que assumimos essa afetação, e quando descobrimos rejeitamos o gosto por aquele livro ou autor. ou melhor, rejeitamos publicamente.* e é bom que seja assim mesmo. não quero ver meus amigos colocando A Morte de Ivan Ilitch em maiúsculas no orkut. se quiserem gostar de A Morte de Ivan Ilitch, que o façam de forma ponderada, com o livro entre vários outros, uma leitura a mais. porém, se você se identifica demais com a afetação do livro, pode ser difícil disfarçar. mas é bom tentar, por uma questão de gentileza. não existe nada menos gentil que sair gritando as próprias afetações pelo mundo. todo mundo possui afetações, como possui qualquer outra coisa (sapatos, escova de dente, um panda de porcelana) e nem por isso saímos colocando fotos de tudo isso na testa.
* às vezes passamos anos para encontrar a afetação que estava escondida num texto. muitas vezes, inclusive, a qualidade de um texto é proporcional à capacidade de esconder suas afetações, de modo que passamos um tempão achando que gostamos do estilo, do ritmo, do humor (ou da falta de humor), até descobrir que essas coisas todas eram meros artifícios para nos enganar (ou que das quais nos apropriamos para nos mascarar). alguns nem percebem esse processo todo. e é uma maravilha tudo isso. e ainda bem que fomos enganados, e que continuamos sendo enganados por todos esses livros de que gostamos.
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Luciano
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20:41
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uma coisa triste de alguns filmes antigos é ver o que sobrou daqueles personagens, daquelas imagens. recordo, então, de uma grande professora de Teoria da Literatura que uma vez nos trouxe um texto do Zygmunt Bauman sobre pós-modernidade.
não lembro de muita coisa do texto, mas falava sobre o fato de que, na modernidade, apesar de todas as ilusões, existia alguma perspectiva de "reenraizamento". apesar do sentimento de vertigem, havia alguma esperança de luz no fim do túnel, como se tudo fosse uma preparação, uma jornada por diversas experiências até ancorar nalguma coisa.
daí então veio a pós-modernidade, uma modernidade sem ilusões, sem perspectivas de longa duração ou de qualquer coisa. não apenas incapaz de manter qualquer consistência, mas sem interesse mesmo de ser consistente. lembro de falar que mesmo os Grandes Problemas da modernidade se tornaram meio indefiníveis ou reduzidos a nada (lembro que o texto perdeu quase todo o charme quando vi que logo depois disso vinha uma observação sobre o zzz aquecimento global).
nessas horas eu lembro dos filmes do Fellini, mesmo que de algum modo ele já estivesse prevendo tudo isso. da cena da entrevista de Sylvia em La Dolce Vita, da cena da praia, de todo La Dolce Vita. lembro do Guido de 8 e 1/2 saindo de uma mesa enquanto falavam sobre catolicismo. da cena do casamento em Amarcord, da Volpina. Da Julieta saindo de casa para longe do marido. E, deus, eu lembro que preciso ver todos esses filmes de novo, e os outros, rápido. E de como todos esses problemas e discussões viraram história-em-quadrinho nonsense para o que é feito de arte hoje em dia. Claro que uma hora ou outra virariam (de algum modo, que bom que viraram), mas, e agora? Que vamos fazer? Do que vamos fazer?
Enjoy your worries, you may never have them again. Tudo bem, passou.
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Luciano
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18:22
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se você é mulher e usa sutiã de alça de silicone por favor saia deste blog se por acaso você é mulher e usa sutiã de alça de silicone por favor saia deste blog se de alguma forma você é mulher e usa sutiã de alça de silicone por favor saia deste blog se você é qualquer coisa e usa sutiã de alça de silicone por favor saia deste blog
(eu ia escrever um post falando sobre Alças de Silicone: Das Pretensões da Discrição, um ensaio sobre a contemporaneidade, mas deixei pra lá.)
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Luciano
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17:56
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